» Domingo, 15 de Julho de 2018
   
 
O Fila Brasileiro é uma conquista nossa, um cão da terra, da nossa terra e que está ligado ao crescimento de nosso país. Sua história remonta de aproximadamente três a quatro séculos, acompanhando a nossa evolução - é um cão que podemos considerar genuinamente nacional, pois se formou aqui... entre nós!

Mas ninguém sabe com certeza qual é sua formação, da onde originou este cão fiel, amoroso e companheiro. O que temos hoje, são somente hipóteses, onde quatro foram publicadas no "Grande Livro do Fila Brasileiro" de Procópio do Valle e Ênio Monte, as quais apresentamos a seguir:

1. Dr. Paulo Santos Cruz - diz que o Fila Brasileiro poderia ser resultado do cruzamento do Mastiff + Bloodhound + Old Buldogue Inglês, onde do Mastiff teria herdado a forma do crânio, a garupa e o dorso; do Bloodhound a pele solta, olhar triste e o faro aguçado; e do Buldogue Inglês o temperamento violento e a teimosia.

2. João Batista Gomes - afirma que o Fila Brasileiro seria originário do Fila Terceirense (da Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores) que foi trazido maciçamente pelos portugueses e foi cruzado com o Mastim Inglês proveniente da vinda de D.João VI.

3. Francisco Peltier de Queiroz - segundo este autor, o Fila Brasileiro se fez com a união de cães indígenas (Aracambé) + selvagens (Guará) + cães de rua + cães imigrantes (Mastim Inglês, Bloodhound, Buldog Inglês). Desta mistura surgiria o nosso Fila, fórmula inatingível e perdida no tempo e que sofreu a influência climática e alimentar.

4. Procópio do Valle - começa definindo o "cão de fila" como um cão grande, bravo, de espécie vulgar. É assim um cão de guarda e um cão mestiço, características do grupo dos Mastiff. Recebeu ainda a influência do extinto cão Engelsen Doggen, ou mais exatamente do Dogue de Fort Race, oriundo do Inglaterra e trazido para Pernambuco, em 1631 pelos holandeses, a fim de serem usados em incursões contra os bugres e soldados fugitivos.

A partir do que foi colocado aqui, só podemos dizer que a descendência do Fila Brasileiro é um tanto quanto obscura e indefinida.

O que sabemos fielmente é que ele está aqui, entre nós, trabalhando em fazendas, fazendo a guarda, tocaiando onças, cercando bois, sendo fiel aos donos tanto na guarda das residências metropolitanas, como na companhia. Este é o nosso Fila Brasileiro!

Muitos criadores de outras raças dizem que o Fila Brasileiro, não passa de um grande "vira-latas", argumentam isto por ser proveniente de uma mestiçagem sem controle, como podemos constatar logo acima. Ora se este é o argumento deles, que mostrem qual a raça que não é resultado de uma mistura de raças. Se assim é, tornasse então claro que todos os cães são "vira-latas", o que não é de longe verdade.

É verdade que não houve nenhum tipo de trabalho ordenado até alguns anos antes de 1946. Mas tão brasileiro quanto o povo que lhe deu o nome, o cão fila formou-se e adquiriu características que o definem como tal, distinguindo-se de qualquer outra raça.

Qualquer história que você ouvir sobre os cruzamentos de cães que formaram a raça Fila Brasileiro, é apenas isto, uma história, pois não existiu nenhum tipo de trabalho em torno desta raça que pudesse diretamente origina-la, isto é fato. Você pode constatar isto, pesquisando em vários livros e revistas.

Assim o principal desafio, na criação do Fila Brasileiro, foi e talvez ainda o seja, o de justamente obter a uniformidade do plantel, já que possui um passado de poucas gerações para fixar adequadamente o tipo.

Para combater as disparidades existentes, foi que em 1946, alguns criadores paulistas, mostraram o cão de fila aos aficionados de cinofilia, afim de conseguirem sua aceitação como raça pelo antigo Brasil Kennel Clube, se reuniram para preparar a descrição do Padrão do Fila Brasileiro, a fim de dissipar as dúvidas frente a enorme diversidade de exemplares.

Trinta anos depois, em 1976, um segundo padrão foi estabelecido e aprovado no 1º Simpósio da Raça Fila Brasileiro, realizado em Brasília, onde passou a existir um mínimo de altura e peso para machos e fêmeas.

Finalmente em 1983, cerca de 30 dos principais criadores de Fila Brasileiro, se reuniram em um importante congresso nacional no Rio de Janeiro, movidos pela constatação de que era necessário estipular metas que poderiam aprimorar a raça. Foi deste encontro enfim, que em 1984 se redigiu a 3ª versão do padrão oficial que vigora até hoje.

Conheça uma pouco das histórias do Fila Brasileiro, vendo o tópico Histórias do Fila Brasileiro.

 

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